João Almeida
Mestre-ourives · Terceira geração
Belo Horizonte, 1996. Meu avô, Joaquim, abriu um atelier de sete metros quadrados no bairro São Pedro. Ele trabalhava para joalheiros maiores — fazia as peças que levavam o nome dos outros. Quando meu pai herdou o banco, em 1989, decidiu que os nomes seriam nossos.
Hoje, três gerações depois, ainda estamos no mesmo bairro. O banco de trabalho é o mesmo. A bigorna é a mesma. O torno é o mesmo. Só os pedidos mudam.
Não somos grandes. Não queremos ser. Fazemos entre cento e cinquenta e duzentas peças por ano — cada uma passada, de começo ao fim, pela mão de uma pessoa. Você saberá o nome dela.
Trabalhamos apenas com ouro reciclado certificado e gemas de mineração rastreável. Cada peça vem com um certificado de origem — porque uma joia que vai durar gerações não pode começar com um custo que você não escolheu.
Nenhuma peça é terceirizada. Nenhuma etapa é automatizada. Fundição, forja, cravação, polimento, gravação — tudo acontece dentro destas paredes, em banco de madeira com cento e vinte anos de uso.
Toda peça GUGI tem restauração vitalícia. Se perder o brilho em dez anos, volta para o atelier. Se precisar de ajuste em trinta, voltamos a pôr no fogo. Uma joia deve ser uma presença, não uma despesa.
Joaquim Almeida abre uma oficina de sete metros quadrados no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. A primeira peça assinada sai em agosto — um anel de casamento para um vizinho do bairro.
Fernando Almeida, filho de Joaquim, assume o banco e decide que todas as peças sairão com o nome da casa. A GUGI nasce oficialmente no verão, com a coleção Aureum — ainda em produção hoje.
O atelier ganha um endereço de vitrine no coração do Savassi — mas o banco de trabalho vem junto, intacto. A ideia: a oficina visível, não escondida. Quem entra vê a peça sendo feita.
João Almeida, neto de Joaquim, assume a direção criativa. Introduz o programa Sob Medida — abrindo formalmente o atelier para encomendas individuais. A primeira encomenda N° 001: um broche de fronha para um centenário.
Toda a cadeia passa para ouro 100% reciclado e gemas com certificação Fairmined. O compromisso, na prática: cada peça vem com a história do metal que a compôs.
Entre cento e cinquenta e duzentas peças por ano. Cinco mãos. Um banco de madeira de carvalho, com a marca dos cotovelos de três gerações.
Visite o atelier
Visitas guiadas por agendamento, de terça a sexta. Uma hora no atelier — café, ferramentas, desenhos antigos, e a chance de ver uma peça sendo feita em tempo real.
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